RESENHA
SOME ORIGINS OF CROSS-CULTURAL PSYCHIATRY
Oda, A. M. G. R.; Banzato, C. E. M; Dalgalarrondo, P.
History of Psychiatry, 16 (2):155-169, 2005.
(Indexação: SCI – ISI)
Autores:
Ana Maria Galdini Raimundo Oda
Doutora em Ciências Médicas. Pesquisadora do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.
Cláudio Eduardo M. Banzato
Professor-doutor do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.
Paulo Dalgalarrondo
Livre-Docente do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.
pdalga@fcm.unicamp.br
A interface entre loucura, raça e cultura foi um tema que fascinou os mais influentes alienistas do século XIX. Este artigo revisa algumas das investigações teóricas e clínicas da então chamada “psiquiatria comparada”.
A idéia de que a loucura seria rara entre povos ditos “primitivos” – por exemplo, entre africanos, nativos americanos e certas populações orientais – foi defendida repetidamente por alienistas proeminentes. Adicionalmente, muitos autores acreditavam que a doença mental tornar-se-ia mais prevalente conforme a civilização evoluísse.
De acordo com tais autores, a moderna civilização aumentaria as taxas de insanidade porque ela exigiria um grau mais alto de organização mental, além de causar maior excitação e esgotamento do cérebro, o que explicaria porque a insanidade mental surgia mais freqüentemente na Europa do que no Oriente, na África ou na América do Sul.
De fato, ao término do século XIX, a aliança entre a psiquiatria transcultural e a neuropsiquiatria produziu o conceito de que o cérebro dos povos “nativos” seria mais simples e menos desenvolvido do que aquele dos “civilizados”, e também mais vulnerável aos efeitos deletérios da vida civilizada.
Resumidamente, neste artigo os autores procuram indicar a origem histórica de certos preconceitos etnocêntricos e de alguns estereótipos raciais, que ainda estão em circulação, atuando de forma nociva na medicina e na psiquiatria contemporâneas.
Clique aqui e confira o artigo original |