Um olhar atual refletindo sobre a trajetória histórica dos 40 anos da ABP
Série de entrevistas com os membros da Comissão formada para historiar a Associação Brasileira de Psiquiatria apresenta as principais realizações da entidade que chega ao seu 40º aniversário
27/06/2006
Marco Barreira Campos
Presidente do Instituto Pinel, primeira sede da ABP.
O Instituto Municipal Philippe Pinel, sediado na cidade do Rio de Janeiro e mais conhecido como Hospital Pinel, abriga a sala onde a Associação Brasileira de Psiquiatria foi fundada.
Como parte das atividades comemorativas aos seus 40 anos de fundação, a ABP inaugurará em agosto uma placa comemorativa na sala que abrigou a primeira sede da ABP.
Desde abril, o Instituto Municipal Philippe Pinel (IMPP) tem um novo diretor geral, o médico psiquiatra e membro da ABP, Mario Barreira Campos. Sua ligação com a entidade, no entanto, não é recente. Por dez anos presidiu o Centro de Estudos do IMPP e coordenou o Programa de Residência Médica em Psiquiatria.
 
 
20/06/2006
Rogério Wolf de Aguiar
Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Rogério Wolf de Aguiar presidiu a ABP entre os anos de 1995 a 1998. Atualmente, Aguiar é chefe do departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRS e representante da ABP no Conselho Científico da Associação Médica Brasileira.
Sua gestão como presidente da ABP foi marcada pelo apoio às federadas e aos departamentos, pela aproximação com o Ministério da Saúde, participando das comissões de saúde mental e pelo relacionamento com o CFM e com a AMB.
 
 
24/05/2006
Luiz Salvador de Miranda Sá Junior
Luiz Salvador de Miranda Sá Jr. presidiu a Associação Brasileira de Psiquiatria entre os anos de 1986 e 1989, nos tempos finais da ditadura militar. O psiquiatra, que atualmente é o 1º secretário do Conselho Federal de Medicina, sempre atuou politicamente.
De 1953 a 1963 esteve fortemente ligado aos movimentos estudantis de Pernambuco. Em 1964, ajudou a criar o MDB, o PMDB e o Movimento da Anistia, militando na oposição ao regime militar.
O seu posicionamento político o ajudou a vencer “a luta diuturna para manter atuação independente da influência das tendências que então pareciam apostas, mas que no futuro revelariam sua identidade: os interesses político-econômicos liberalistas, de um lado, e os assembleístas sectários que surgiram valentemente no país, mas só depois da derrota política dos militares.”
 
 
24/03/2006
Othon Bastos
O pernambucano Othon Bastos é um dos maiores conhecedores da história da psiquiatria nacional. Sua experiência de vida confunde-se com o desenvolvimento da especialidade no país. Desde a “pré-história” da ABP, Othon contribui com a psiquiatria brasileira. Fez parte, desde 1958, da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal do Brasil, decisiva para a criação da ABP.
Profundo conhecedor dos rumos da especialidade, o Professor da Universidade Federal de Pernambuco presidiu a ABP de 1992 a 1995. Foi em sua gestão, no ano de 1993, que a Brasil sediou o IX Congresso Mundial de Psiquiatria.
Em 2002, Othon publicou o livro “História da Psiquiatria em Pernambuco e Outras Histórias”, no qual incluiu o artigo “Vida associativa psiquiátrica brasileira: alguns dados históricos”.
 
 
02/03/2006
Miguel Roberto Jorge
Miguel Roberto Jorge é Secretário de Seções da Associação Mundial de Psiquiatria. É também ex-presidente da ABP e membro do Conselho Consultivo. Em sua gestão, ajudou a ampliar a representatividade da Associação junto a círculos nacionais e internacionais.
Para Miguel Jorge, a ABP tornou-se referência mundial no setor graças ao trabalho de dirigentes e associados competentes e interessados no bem comum, na divulgação do saber científico e na luta pela qualidade do ensino, e da assistência dada à população em saúde mental.
O psiquiatra lembra, em entrevista sobre os 40 anos da ABP, a gestão de Ulysses Vianna Filho, que presidiu a campanha por uma anistia ampla, geral e irrestrita, ainda nos anos de ditadura militar, no Congresso de 1978.
 
 
02/03/2006
Marcos Ferraz
Professor da Universidade Federal de São Paulo, ex-presidente da ABP e membro do Conselho Consultivo, Marcos Ferraz é uma figura importante na história da associação. Foi em sua gestão que começaram as discussões sobre os hospitais psiquiátricos, a diminuição de leitos, a ampliação da rede ambulatorial e a criação de unidades psiquiátricas dentro do hospital geral.
O psiquiatra apresentou suas reflexões sobre os 40 anos da entidade, que vêm aumentando sua representação junto às atividades governamentais e ampliando o relacionamento com seus sócios, através da promoção de eventos científicos, como o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que já é o maior da América Latina.

 
 
 
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