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em Psiquiatria: a vitória de uma Associação
organizada
A
atual conquista do terceiro ano no programa de residência
em Psiquiatria foi uma vitória da ABP, que tem uma
história de trabalho de muitos anos e progressiva
organização em suas ações.
Por
Luís Carlos Calil
A
ABP criou uma força-tarefa, da qual fazem parte professores
de psiquiatria e pesquisadores na área de educação
médica, que elaboraram um programa mínimo
desejável para a formação do psiquiatra
brasileiro.
Fundamentados
em estudos epidemiológicos e nos avanços do
conhecimento no campo da psiquiatria e áreas conexas.
Buscando a experiência de países que tem programas
mais prolongados e bem sucedidos. Considerou-se também,
atualizações na política de saúde,
destacando o atendimento nos vários cenários,
além do hospital psiquiátrico, a unidade psiquiátrica
no hospital geral, e ambulatórios de saúde
mental com equipes multi-profissionais, sendo necessário
incluir no campo teórico-prático o conhecimento
de Políticas de Saúde Mental e seus modelos
assistenciais. Deve haver sintonia entre os objetivos do
PRM, definindo o perfil do profissional a ser formado, o
conteúdo oferecido pelo programa e as atividades
planejadas para ministrar este conteúdo.
No ano de 2000, foi realizada uma enquête nacional
com todos os coordenadores de Programas de Residência
Médica em Psiquiatria, bem como com todos os professores
titulares de Psiquiatria, solicitando para que opinassem
sobre um documento inicial.
Em 2003 consultou-se todos os PRM em Psiquiatria do Brasil,
a Associação de Médicos Residentes,
e todas as federadas da ABP, para opinarem sobre a proposta
de currículo mínimo de três anos.
Baseou-se ainda nas seguintes fontes: 1. Documento publicado
pela ABP em dezembro de 1979, sob o título de “Regulamento
para Reconhecimento de Residências em Psiquiatria
pela ABP”; 2. Relatório final do “Encontro
Nacional sobre Residência Médica em Psiquiatria”,
realizada na EPM em 1993; 3. No artigo “Residência
de psiquiatria no hospital geral: uma enquête nacional”de
Botega, NJ, JBP 40:419-422, 1991; 4. Na dissertação
de mestrado “Estudo dos Programas de Residência
Médica em Psiquiatria do estado de São Paulo
no Ano de 1993”, de Luís Carlos Calil (USP-Ribeirão,
1997) e 5. Em “Requisitos Mínimos de um Programa
de Residência Médica: Competências em
Psiquiatria”, FUNDAP (1991).
O documento final elaborado pela Comissão de Residência,
é produto de trabalho iniciado com força-tarefa
da (ABP), convocada por seu presidente, na época,
Prof. Miguel Roberto Jorge, 1999, com a finalidade de propor
requisitos mínimos para um programa de Residência
Médica em Psiquiatria. Ratificada e complementada
por comissão de Residência Médica da
ABP, designada por seu presidente Marco Antônio Alves
Brasil em 2003 e novamente pelo atual presidente Josimar
França em 2005.
Este movimento já iniciou bem sucedido, com a união
para uma ação comum, entre a atual Comissão,
que recebeu apoio irrestrito da ABP (na gestão de
Marco Antônio Brasil e onipresente João Alberto
Carvalho (viabilizar a participação assídua
em eventos relativos a residência médica do
MEC, AMB, CFM, que ocorreram nos últimos três
anos, em várias partes do Brasil), dos ex-presidentes
da ABP estabelecendo contatos com órgãos oficiais
e pessoas em cargos decisórios, idéias e opiniões
de colegas envolvidos com PRM, e alguns residentes que participaram
ativamente das negociações.
Por fim, constatamos que sem uma associação
forte, bem organizada que priorize ações estratégicas,
nada conseguiríamos.
Entendo como uma vitória de todos nós para
viabilizar a formação de um psiquiatra melhor,
que poderá efetivar a reforma na assistência.
Luís
Carlos Calil
Membro da Comissão de Residência Médica
da ABP
Prof. Psiquiatria Universidade Federal do Triângulo
Mineiro – Uberaba MG
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