O estigma e a saúde mental

27/10/2009

Falta de informação sobre transtornos como ansiedade, depressão e esquizofrenia dificulta o tratamento e prolonga a dor de quem passa por problemas mentais, neurológicos ou comportamentais

Transtornos como ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, mau uso de drogas e álcool, demência e esquizofrenia, podem afetar qualquer pessoa em qualquer época da sua vida. Na realidade, podem causar mais sofrimento e incapacidade que qualquer outro tipo de problema de saúde. Mas eles também podem ser tratados, com ajuda médica especializada, através do atendimento psiquiátrico.

Para a maioria da população, a expressão “doente mental” descreve pessoas violentas, imprevisíveis, que não tem autocontrole e que devem ser mantidas longe do convívio social. Ao mesmo tempo, dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que 450 milhões de pessoas sofrem ou sofrerão de problemas mentais, neurológicos ou comportamentais.

Esse estigma contra o doente mental ou contra sua família, não só contribui para a exclusão social de milhares de pessoas, que ficam impedidas de exercer normalmente sua capacidade profissional e pessoal, como também impede o diagnóstico precoce das doenças e seu tratamento adequado.

A má imagem associada aos transtornos mentais dificulta o diagnóstico em fase inicial e compromete o tratamento que poderia evitar danos mais graves ao paciente e às pessoas próximas a ele. Segundo a OMS, 873 mil pessoas suicidam-se todos os anos. Destas, cerca de 90% padeciam de um transtorno mental que, certamente, não foi diagnosticado ou tratado de forma inadequada. Se o acesso e a procura por tratamento psiquiátrico não fossem estigmatizados, este número seria muito menor.

Segundo o psiquiatra João Alberto Carvalho, presidente da ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria, a doença mental não se define apenas pelo comportamento exótico, ousado ou inusitado: "Define-se pelo grau de sofrimento que acompanha estes comportamentos e emoções, tanto no que se refere ao indivíduo quanto a outras pessoas. Mesmo quando ele se dá conta de que está se comportando de modo muito inadequado ou impróprio, e que sofre por isto, não consegue mudar. Seu desempenho no trabalho e no relacionamento social diminui muito, não chegando a alcançar o esperado para sua idade. Suas emoções e seus comportamentos não são opções, são sintomas que, mesmo indesejados por ele próprio, não consegue alterar".

Congresso Brasileiro de Psiquiatria debate transtornos mentais

Alguns dos principais nomes da psiquiatria brasileira e mundial estarão no 27º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que será realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), dias 4, 5,6 e7 de novembro em São Paulo. Entre os conferencistas internacionais confirmados para o evento estão: Graham Thornicroft e Sir David Goldberg (Reino Unido); Donatella Marazziti (Itália); Siegfried Kasper (Áustria); e Mario Maj (Itália), presidente da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA, na sigla em inglês).

Esquizofrenia, depressão, suicídio, ansiedade, dependência química, transtorno bipolar, psicopatia e TOC, entre outros temas de saúde mental, serão debatidos nas mais de 150 atividades do evento. Para mais informações acesse o site do evento: www.cbpabp.org.br.

Ou entre em contato com a assessoria de imprensa.


Serviço

27ºCongresso Brasileiro de Psiquiatria
Data: 4 a 7 de novembro de 2009
Local: Transamerica Expo Center em São Paulo, SP.


Assessoria de imprensa do Congresso

Priscila Citero
priscila@assessoraonline.com.br
imprensa@cbpabp.org.br
(11) 4123.1419


Vinicius Antunes
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